Hoje vi um velho a andar no passeio oposto ao meu. Sinto sempre uma pena imensa quando vejo um velho a caminhar de maneira tão custosa, como se uma vida de trabalho lhe tivesse consumido a alma e o corpo, deixando-o uma sombra de si próprio, agora, às portas da morte. Enche-me de tristeza pensar que um dia, também chegará a hora em que caminharei devagar e de olhos postos no chão.
A não ser que o velho esteja à minha frente a ocupar o passeio, aí apetece-me partir-lhe os joelhos com as botas.
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